segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Rota Cicloturística Márcia Prado: São Paulo - Santos

Sábado, 19 de dezembro, foi realizado um evento de teste da Rota Cicloturística Márcia Prado. O caminho inicia na estação Grajaú da CPTM e termina em Santos. Para saber mais sobre o evento, acesse o site CicloBR.
Pelo que andam dizendo por aí, 850 ciclistas chegaram a Santos neste sábado.
Eu particularmente não gosto desse tipo de passeio organizado de muita gente. Sempre descemos a manutenção "clandestinamente", e óbvio que é mais rápido e é confortável poder escolher nosso próprio caminho. Mas tenho que dar o braço a torcer que dessa vez a organização está de parabéns. 850 pessoas e suas bikes chegaram ao mar, muitos deles não teriam feito isso se não houvesse uma rota organizada. Espero que este teste sirva pra que o caminho torne-se oficial e mais pessoas possam experimentar como é bom pedalar pela estrada de manutenção no meio da Mata Atlântica.

Começando:
Aí estamos nós, na balsa. Até o momento nenhuma novidade, já pedalamos pra Santos algumas vezes e por vários caminhos diferentes. Nosso passeio demorou pra começar porque o Losca ficou enroscado na estação de trem. A linha esmeralda da CPTM estava liberada pra ciclistas neste sábado, mas parece que na estação em que ele tentou entrar ninguém sabia disso. Depois de uns telefonemas e do problema resolvido, Losca pegou o trem até o Grajaú e saímos pedalando pela Belmira Marin até a balsa.
Quem foi: Bruna, Wesley, Allyson, Tony, Cleber, Losca, Paulo, Fujita e mais um amigo, e o Dalmo.

Foto: Allyson

Depois da segunda balsa tinha muita lama... Isso sujou nossas roupas, deixou nossas bikes barulhentas.

Foto: Losca

Todos ficamos pontilhados, o que não é um bom negócio considerando que teríamos que voltar de ônibus mais tarde. Em Santos o Cleber precisou comprar outra camiseta, o Wesley usou a dele do avesso e não tivemos problemas pra embarcar com as bikes sujas.


Continuamos seguindo as placas da rota até chegar na Imigrantes.


Pra subir da estrada de lama até a Imigrantes, tinha mais lama... Uma escadinha estreita. Todos ajudaram uns aos outros, porque o negócio estava liso. E daí pra frente era só asfalto.


Interligação (desconfio que erramos essa parte do caminho, mas tudo bem... Deu no mesmo lugar).


Entrando na Estrada de Manutenção, a tenda estava montada pra que cada ciclista preenchesse uma ficha, recebesse orientações sobre a segurança da estrada (imprescindíveis, pois são muitas descidas cobertas de limo) e para que os freios fossem verificados.
Ao chegar aí, percebemos que éramos os mais sujos. Na verdade, tinha muito ciclista bem limpinho: escolheram outros caminhos pra acessar a Imigrantes. Veio aquele sentimento de "por que eu não fiz o mesmo?"
Mais tarde, depois do banho tomado, esse sentimento desapareceu.


E adivinhe QUEM foi que precisou de uma regulagem extra no freio... (vergonha!)


Instruções recebidas, descemos a serra.





Foto: Losca





Cleber e o Wesley, meio cansados.


Eu não sabia que passava ônibus de linha na estrada de manutenção. Foi um desses que deixou a roupa do Wesley desse jeito (deixo pra que ele mesmo conte como foi).


Finalmente chegamos na praia! Aí estão as nossas bikes, esperando enquanto devorávamos um pf no quiosque.

Foto: Allyson

Pra quem me perguntou como é que faz pra colocar as bicicletas no ônibus, aí está a resposta:



Agora vou contar uma parte triste da história:
Minha máquina fotográfica que já apresentava problemas a alguns meses, talvez tenha dado seu último suspiro após as fotos acima. Como já é a segunda câmera que destruo em passeios de bike, acho que só devo comprar outra se for um modelo em aço a prova de choques, ou coisa assim.
Mais triste ainda é que o Wesley perdeu sua máquina fotográfica (em perfeito estado) após o pf no quisque.

Será que a partir de agora teremos apenas relatos sem fotos no blog dos Babikers??? Quem vai fotografar nosso passeio de Natal???

Bruna.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Guia de Cicloturismo Estrada Real - Caminho Velho está pronto!

Finalmente o Guia de Cicloturismo Estrada Real – Caminho Velho está em nossas mãos.

É com grande alegria que compartilhamos esta novidade, a conclusão deste guia é a realização de um antigo sonho do Olinto que foi possível ser realizado agora, pois nós cicloturistas já somos muitos, e cada vez menos somos encarados como loucos ou pagadores de promessas. Muita gente já percebeu que viajar de bicicleta pode ser uma das melhores formas de viagem.

Com este guia propomos uma viagem por um dos caminhos mais antigos do nosso país, que manteve muito de sua originalidade devido ao esquecimento e a desimportância econômica. É um guia de mão dupla, ou seja, tem planilhas nos dois sentidos: Paraty – Ouro Preto e Ouro Preto – Paraty. Ele faz parte de um projeto maior que pretende oferecer vários guias associados para que o cicloturista possa viajar grandes distâncias pelo país. Atualmente já é possível sair do interior de São Paulo fazendo o Caminho da Fé e, na altura de Campos do Jordão, fazer uma grande volta pela Mantiqueira, depois continuar a partir de Aparecida e Guaratinguetá pela Estrada Real até Ouro Preto, em um viagem de cerca de 1.500 km, tudo em cima dos guias do Projeto de Cicloturismo no Brasil.O guia traz perfil altimétrico do caminho, planilhas detalhadas, mapas dos circuitos, mapas detalhados das cidades, bike shops, empresas de ônibus, bancos, onde ficar, onde comer, pontos turísticos, curiosidades de cada localidade, o histórico da Estrada Real, preparação, treinamento, um capítulo sobre a arquitetura que verá pelo caminho e uma entrevista com o criador do Projeto Turístico Estrada Real, Áttila Godoy, ou seja, tudo que o cicloturista precisa saber para realizar o caminho (veja um capítulo inteiro do guia).

Para quem gosta de imagens, o DVD da Estrada Real traz emocionantes 48 minutos de imagens do caminho. A cada vez que revemos ficamos impressionados com a riqueza e a beleza de nosso país veja o primeiro dos 13 capítulos do DVD em nossa página e também o mapa e fotos do percurso.

Gostaríamos de agradecer a todos os leitores e cicloturistas que são os únicos patrocinadores deste projeto. Em especial aqueles que voluntariamente divulgam nosso trabalho por meio de suas listas privadas de mail, suas páginas, blogs, listas de discussão, etc... A todos aqueles que presenteiam amigos e parentes com nossas publicações, aqueles que mostram nossos filmes a pessoas mais jovens e acabam, assim como nós, semeando sonhos de viagem em bicicleta.

Aproveitamos para desejar a todos muita saúde e paz para o novo ano!Um forte abraço a todos e muito obrigado!

Rafaela e Olinto

(saiba mais em http://www.olinto.com.br/)


PS. Neste ano fizemos o lançamento dos guias no Rio de Janeiro com o apoio da Recicloteca. Ficamos estacionados na frente da casa do Eduardo e da Carol. Eles trabalham nesta instituição, são cicloturistas e muito engajados com projetos ecológicos e reciclagem. A partir de então, tomamos o compromisso de fazer os guias sempre com papel reciclado

domingo, 29 de novembro de 2009

BANANA!

A banana é uma pseudobaga da bananeira, uma planta herbácea vivaz acaule da família Musaceae.



As bananas constituem o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, a seguir ao arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130 países. São originárias do sudeste da Ásia, sendo atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta.



Existem quatro padrões ou tipos principais de variedades de banana: a banana-prata; a banana-maçã (de tamanho pequeno e mais arredondada), a Cavendish (também conhecida como banana-d'água ou caturra) e a banana-da-terra.
Entre as bananas de mesa contamos as variedades maçã, ouro, prata e nanica. Esta última deve o seu nome ao porte da bananeira sendo, na verdade, uma banana de grande dimensão.



A banana é o segundo fruto mais produzido e consumido no Brasil, ainda que ocupe apenas 0,87% do total das despesas de alimentação dos brasileiros em geral (daí a expressão "a preço de banana" para referir que algo é pouco dispendioso).



Propriedades nutricionais:
A banana apresenta boas quantidades de vitaminas do complexo B, vitaminas C e é ótima fonte de potássio.
Valor calórico: 100 gramas de banana prata fornecem 89 calorias

Propriedades medicinais:
Por ser rica em potássio, ajuda a evitar e a regular a hipertensão arterial. As bananas maduras são eficientes para controlar a diarreia, ajudam no sono e melhoram o humor.



Veja agora alguns depoimentos verídicos de pessoas de várias regiões do Brasil:

"A banana é fácil de descascar..."
Gerson, São Paulo



"É bom em salada de fruta!!!"
Wesley, São Paulo



"Repositor de energia de pessoas financeiramente menos favorecidas."
Jorge, São Paulo



"Bom pra comer com farinha d'água*."
Raquel, São Paulo



"Bom, nós adoramos banana. Diz que é ótimo repositor de sais e nós costumamos fazer uma vitamina com leite, gelo e açúcar mascavo logo que chegamos do pedal. É tiro e queda! Mata a sede e revigora. Concordo que é fácil de descascar e essa é uma das vantagens que a tornam minha fruta preferida :D
Quanto a essa coisa de menos favorecidos, só se for no nosso país tropical... vai comprar banana fora dos trópicos pra ver o quanto custa... Acho que o Lance Armstrong deve comer outra coisa mais barata que isso... hahahaha."

Rafaela, Timburi



"A banana é portátil e sua embalagam é biodegradável."
Bruna, São Paulo



"...além de ser a fonte de potássio mais em conta que existe. Até onde eu sei a dúzia de bananas é mais barata que a dúzia de coca colas."
Rafael, São Paulo



"As crianças adoram quando tem torta de banana em casa"
Tia Cota, Brasil

Fontes:
Wikipédia
Seagri
_____________________
* Farinha d'água é uma farinha tipicamente nordestina, ela é mais grossa, mais amarela e acredite, mais saborosa.

domingo, 15 de novembro de 2009

Uma Ghost Bike e uma Ghost Vassoura

Dia 26 de outubro um ônibus atropelou e matou um ciclista e um gari que estavam no canteiro central da Av. Robert Kennedy.

Ontem, 14 de novembro, os familiares de Fernando Martins Couto e Antônio Ribeiro prestaram uma homenagem no local.

Sem dúvida é um fato triste... Mas transformar a tristeza em esperança e alerta é o que precisa ser feito. Por isso uma bicicleta e uma vassoura brancas foram penduradas no local, e permanecerão ali para que todos lembrem do incidente*.
Existem bicicletas brancas, ou ghost bikes, em diversos países, homenageando ciclistas que foram vítimas to trânsito.



Garis e ciclistas participaram da colocação da bicicleta e da pintura do asfalto.

Foto: Willian Cruz


Foto: Willian Cruz

Fizemos uma oração ao redor da bicicleta e da vassoura, um momento muito emocionante para as famílias e para todos os presentes.


Não sei de quem é essa bicicleta, mas ela diz tudo aquilo que queríamos dizer!


Depois pegamos as nossas e fomos embora.


Bruna.
_________________________
* INCIDENTE, pois acredito que a palavra acidente não é aplicável em determinadas circunstâncias.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Feriado em Timburi

Neste fim de semana com feriado visitamos Timburi, uma cidadezinha perto de Ipaussu, terra do Olinto. Cinco horas de viagem separam os Babikers paulistanos deste lugar.
Era pra ser um grande passeio Babiker, mas por motivos familiares e outros motivos ainda desconhecidos, apenas eu e o Gerson fomos até lá.

Chegamos na tarde de sábado, e após uma demonstração da cozinha maravilhosa do motor home, descemos até o Redondo para remar. E à noite ainda fizemos um churrasco, humm...







No domingo, depois do café da manhã, saímos para pedalar. Ou será que foi pra empurrar a bike? Nosso plano era chegar até uma pedra, pedra do trem, que víamos de longe, da estrada de asfalto:

Tá vendo aquela estradinha que passa entre as duas pedras? É pra lá que nós fomos!





Mas o Olinto não sabia direito como chegar lá e acabamos entrando em uma fazenda onde a estrada não era pedalável. O pessoal de moto nos aconselhou a não seguir. Mas o pessoal da fazenda aconselhou a seguir e ver uma nascente de água cristalina dentro da mata... E dali pra frente a estrada de volta para a cidade seria boa. Assim fizemos.







Descemos bastante entre pedras e mato crescido, muitas vezes empurrando a bike. Chagamos a um riacho geladinho, delicioso, e paramos pra almoçar. Já de barriga cheia, constatamos que a tal nascente era tão no meio do mato que mal dava pra ver. Ficou até uma dúvida se aquele seria o lugar certo. Mas era...


Na volta a estrada era realmente boa, mas o que não nos contaram é que pra chegar até ela tínhamos que cruzar um pasto enorme morro acima. Dessa vez até o Gerson empurrou a bike. O sol castigava... Mas a paisagem era bonita, maravilhosamente bonita, e parecíamos tão pequenos aos pés de todas aquelas pedras.




Na única sombra disponível, descansamos.


Ainda tinha muito o que subir. O Gerson empurrou!




Isso é porque viemos lá de baixo, daquela matinha.


Com algumas dificuldades, cruzamos esta parte do caminho e atingimos a estrada, onde aí sim foi possível pedalar até a sorveteria mais próxima!!!
Da próxima vez não esqueçam: vamos pedalar até a fazenda Himalaia, deixar as bikes na parte de cima do pasto e descer a pé... Assim dá certo!

Na segunda-feira pudemos remar mais um pouco e ficar descansando, pra depois voltar pra casa. Que pena, acabou...

Bruna.